4.2.09

Introdução

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Não sei se Fabio Morais é o melhor crítico da minha obra. Mas, mesmo assim, resolvi convidar Fabio Morais para escrever alguns textos críticos sobre ela. Ele topou. Disse-lhe que o pagaria com trabalhos de arte. É a forma mais prática e barata de começar uma coleção, eu disse a Fabio Morais, incitando-o a aceitar minha moeda de troca. Usei o dentista de Volpi como exemplo. Ele disse que preferia que eu lhe aplicasse um tratamento de acupuntura, a título de pagamento. Já comprei as agulhas e o manual.
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Creio que Fabio Morais é, senão o melhor, o mais íntimo crítico da obra de Fabio Morais. É ele quem côa o que Fabio Morais irá mostrar para o mundo. É ele quem diz: Fabio Morais, você botou demais a bunda na janela nesta obra, as rainhas de bateria já o fazem; ou então: Fabio Morais, você está hermético demais nessa obra, esse não é seu papel, Wittgenstein o faz melhor, cabe à nacionalidade dele. É por isso, por ser o dono da porteira que libera a boiada, que convidei Fabio Morais para escrever alguns textos críticos sobre a minha obra para este catalogue raisonné. Afinal, catalogue raisonné sem texto crítico não é catalogue raisonné.
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Futuramente, penso em convidar Fabio Morais para ser curador da Bienal Fabio Morais, a ser realizada no final de 2009, no aparador de violetas do vitrô do meu banheiro. Oxalá aceite.
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